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domingo, setembro 08, 2002
Engraçado como essas letras que escrevemos podem, em questão de horas ficarem datadas, perderem a sua validade e tornarem meio perdidas no espaço, impunes a todo o maremoto de nossa pálida vida, em certos momentos.... Um telefonema resolve tudo isso e acaba por piorar a situação, fazendo a gente escrever uma outra coisa sem um sentido aparente, mas carregada ao extremo de sentimentos e verdades, muito mais do que essa pálida canção de um passado de pouco mais de 24 horas, mas que torna-se igual a um passado de 5 séculos...Agora é correr para a inóspita vida, atrás de algo sustentável, alguma coisa que reste para dar sentido nos próximos meses de vida... Ah, que saudades dos anos que realmente foram incríveis,mais inc´riveis do que uma vida sem algo verdadeiramente incrível, sem você...
Relógios Quebrados
Aonde está o meu amor
Mais uma noite tão só
Perdido em meia a escuridão
Percorro o nada sem encontrar ninguém.
Essa dor que nunca vai embora
Eu preciso de atenção e de carinho
Não consigo mais viver sozinho
Eu não possuo a tua compreensão...
Uma explosão de sentimentos me sufoca
Me seguro para não desmoronar
Um momento que eu quero esquecer
Ansiedade e tristeza que eu não posso ter.
As horas passam e nada se altera
A noite se vai, o dia morre
E meu coração não obtém resposta
Esperando sem saber mais o que fazer.
A fuga é um ato de destruição
Sofrimento e lamúrias de quem deu a paixão
E nada em troca recebeu
Se limitou a um segundo eterno e sem sentido.
Escorregando entre acertos e erros
Na esperança dessa situação mudar
O relógio já quebrou, de tanto tempo passar
Fazer ou não-fazer é um sinônimo de querer?
06-07/September/2002
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