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segunda-feira, setembro 02, 2002
Rock alternativo em um lugar mais do que alternativo
Hi, beautiful people. Essa semana não tem poesia, fiquei sem tempo de escrever pois eu não parei em casa nesse final de semana. Teve um Encontro da lista do Smashing Pumpkins, na qual eu participo, vieram pessoas de fora do Estado também, mais o pessoal que mora aqui em Sampa e saímos os dois dias, tanto que eu estou o bagaço, dormi poucas horas nesses dias e sem ânimo para escrever algo mais consistente, nem texto, nem poesia, mas vou relatar a noite de sábado que foi relativamente interessante, pra não dizer surreal.
Fomos a um lugar chamado Juke Joint, situado na rua Frei Caneca, os mais doidos aqui de São Paulo devem conhecer o pico (argh, odeio esses termos). O local é minúsuclo, apertado, cheio de gente esteriotipada, com seus uniformes e suas tribos, mas extremamente sossegadas, isso foi o que mais me chamou a atenção. O bar é pequeno, mas aconchegante, tem até uma parte ao ar livre, muito legal para ficar. E lá iam tocar duas bandas, o Autoramas, conhecida da maioria das pessoas e uma outra que pelo menos eu nunca ouvi falar, chamada The Droog Organization Porject.
O som dos caras é tosco demais, mas teve a minha simpatia, justamente por ser algo muito alternativo, sem grande responsabilidade, mas com uma fome de rock and roll que não se vê em bandas hoje em dia. Os Droogs até que segura bem suas músicas, apesar de problemas de composição, como encerrar a música do nada, meio estranho a princípio, como o próprio vocalista Igor falou: “ pessoal, o som é esquisito, mas é assim mesmo”. Muitas músicas instrumentais, mas de boa qualidade, com uma influência sescentista enorme, mas também com altas pitadas de anos 70, variando de música para a música.
Na metade do show eles anunciaram que tocariam seis músicas do EP que eles estavam lançando naquela noite chamado 16 Milhões de Cores. Foi uma sequência instrumental muito interessante, com poucas variações no som, mas de bom estilo roqueiro. O baterista Rocko estava com 39 graus de febre, e acabou tocando na raça, com direito a quebra a caixa de sua bateria no final do show. O baixista Snorks pareceu um sujeito mais calmo, igualmente a guitarrista-base Freefall, uma simpatia com sua cartola e seu cabelo colorido. Já o guitarra e vocal Igor estava um pouco agitado demais no pequeno palco da Juke, mesmo lebvando bem sua guitarra.
Enfim, eu acabei até comprando o EP deles, que estava sendo vendido em um lugar improvisado da casa. Achei interessante conhecer o trabalho deles no estúdio, com mais cuidados na produção e mais técnica inclusive. E o resultado foi muito bom, aumentando a minha boa impressão que tive quando saí da Juke Joint, quando já eram 5:00hs da manhã. Caso alguém queira conhecer melhor o trabalho, a história da banda, basta visitar o site deles próprios: www.droog.com.br . Lá vocês encontrarão inclusive a biografia de cada integrante da banda e MP3 de outros trabalhos deles e também desse novo, para ver se realmente o que eu estou falando tem sentido no gosto musical de vocês. Vale a pena ao menos conferir o site e buscar saber mais do trabalho alternativo das bandas brasileiras, pois essa coisa alternative não existe somente nos EUA e Inglaterra, aqui também se faz rock de qualidade, a única diferencia é que essas bandas não saem do anonimato, ficando no cenário underground por um longo tempo.
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