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sábado, novembro 23, 2002
Flor de Metal
Trago-lhe esta flor de metal
Como prova de minha estima por ti
Trago-lhe este Santo Graal
Com a afirmação de quem sempre te quis.
Aquele último quadro pintado
As formas doces do Sol, o brilho das nuvens
O céu azul e o rasgo no meio da pintura
Me fizeram pensar que tivesses desistido.
Mas hoje é um novo dia de esperança
A todos que desejam a arte como forma de vida
Quem aspira o futuro, diz adeus ao passado
Quem ergue de sua depressão com a arte
Procura a luz após esses campos silvestres.
Trago-lhe esta flor de metal
Apenas para dizer que me cansei de você
Trago-lhe neste império austral
Para afirmar que nada mais me prenderá nos porquês.
Aquela última tempestade cinza prateada de sua janela
Foi contemplada com o amargo sabor de sua boca
Últimos momentos de uma alegria insana e perigosa
Iniquidade em seus olhos, miséria no seu corpo
E o fim se mostrava com os pingos de chuva nas montanhas de Cádiz.
Afinal tudo não passou de uma mentira
Todos foram enganados e o quadro não passa de uma falsa tela roubada.
Eu quero mudar tudo isso em nós
Quero desejar nunca ter vivido todo esse vazio
Afinal, nem os quadros conseguem nos manter vivos.
22/November/2002.
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