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domingo, dezembro 22, 2002
COME BACK
Oi Pessoas! As coisas andam agitadas e corridas na minha vida ultimamente. Não consigo mais Ter tanto tempo disponível para escrever para o blog, agora que estou trabalhando. Até a coluna anda toda dispersa e esparsa. Apenas esse conto que publiquei na semana corrida serviu para preencher a lacuna que fazia-se presente no blog. Um fato que impossibilitou também para eu escrever a coluna na semana passada foi o tempo que os textos que escrevi para o Rabisco me ocuparam. Foi tamanho, que quase nem deu para concluir os mesmos. Mas, após essa semana, e em clima de festas de final de ano, cá estou com um “tempinho” livre para escrever para vocês. Engraçado que só agora que estou notando essa coisa de Natal e Ano Novo. E tudo pelo clima “festivo” e de debandada geral na empresa onde trabalho. Toda a gerência, mais grande parte dos funcionário vão tirar férias coletivas e ontem foi o último dia no ano desse pessoal. Teve até “festinha” de confraternização, com direito a panetone, champanhe, bolo e salgados. Aí sim comeceia perceber essa coisa ao mesmo tempo capitalista e retrô do Natal, bem como as desculpas para festas que a virada do ano traz. Enfim, tudo serve de ajuda para afirmarmos para nós mesmos que somos felizes. E viva o tucano Meirelles no Banco Central.
“Divirtam-se”!!!
Semanal
Senado aprova presidente tucano no BC
O senado aprovou esta semana a indicação do governo Lula para a presidência do Banco Central. O novo presidente será do tucanato. O deputado federal eleito Henrique Meirelles (PSDB-GO) tomará conta do processo de transformação do BC, no qual levará maior autonomia ao presidente da instituição. Além desta, outra proposta endossada por Lula e Palocci é a de estipular mandatos fixos para o presidente do banco, no que facilitará as decisões dos mesmos. Não se sabe para quê, já que as decisões tem caráter cada vez mais conservador, mantendo quase um terceiro mandato econômico do PSDB, do que com reformulações e melhorias do atual quadro caótico vivido pela economia brasileira. Uma amostra disso são as palavras de Meirelles no que tange a maneira como irá conduzir a presidência do BC. O futuro presidente afirmou manter a proposta econômica do governo FHC: metas de inflação e câmbio flutuante. Pior, reforçou a posição de não baixar as taxas de juros em hipótese alguma, alegando não ser “função do BC”. O PT transparece em cada posição que vai deixar os outros governarem, assistindo e aplaudindo todas as posições dos mesmos políticos e partidos que sempre criticou. Lula, a cada dia que apssa, joga na lata do lixo a chance que ele mesmo afirmou que o partido tinha, de dar uma vida mais digna ao povo brasileiro.
Brasileirão terá pontos corridos. Será?
Em reunião realizada no conselho técnico da CBF, nesta Terça-feira, foi aprovada a proposta do clube dos 13 de fazer o Campeonato Brasileiro de 2003 em pontos corridos, com turno e returno. O campeonato contará com a participação de 24 times, disputando 46 rodadas, tendo oito meses de duração, com início previsto para dia 29 de março e término no dia 14 de dezembro. Será a primeira tentativa na história de realizar uma competição nacional com essa fórmula de disputa. Resta saber se Eurico Miranda e companhia vão aceitar isso incólumes, sem fazer a tão pouco falada virada de mesa. Provavelmente os cartolas de nosso pobre futebol estão esperando o tempo correr, aproveitando as férias para fortalecer as bases para reconduzir os fracassados que caíram para a Segunda Divisão e voltar com o mata-mata na reta final, tão elogiado por Galvão Bueno no jogo final do Brasileirão deste ano. Parece jogada de marketing, e ao mesmo tempo política, querer induzir o povo a boicotar esta fórmula, porque, segundo muitos, “brasileiro gosta de final”. Mas qual o problema de se testar uma nova forma de disputa? Há cada ano muda-se o estilo da competição, porque não tentar uma nunca antes usada? Só porque a mesma é justa com aquele que possuir mais vitórias, sem dar nenhuma chance para quem foi mal durante a competição? Não é a toa que o oitavo colocado do Campeonato Brasileiro foi o vencer do torneio. É isso o que os dirigentes querem, a não ser quando os seus próprios times são prejudicados nesse tipo de situação. Outro fato interessante é que ficou proibida a venda de ingressos no valor menor a 10 reais. Realmente esses políticos da bola não querem ver os estádios cheios, com as torcidas dando espetáculos e lucro nas bilheterias. Eles não querem o futuro, preferem o passado, que ficará apenas na memória, após a falência do futebol brasileiro, que somente sobrevive graças aos “Diegos”, “Robinhos”, “Gils” e “Ronaldos” da vida.
Reajuste na tarifa de ônibus põe em cheque projeto da prefeita em “revolucionar” os transportes paulistanos
Após os donos das empresas de transporte de São Paulo chorarem por um abusivo aumento para R$ 1,91 da passagem de ônibus, a prefeitura de São Paulo cedeu em parte e aumentou para os não menos abusivos R$ 1,70, que vigorará a partir de janeiro. Porque será que sempre que os funcionários fazem greve exigindo salários mais dignos e melhores condições de trabalho, as empresas vão pedir reajuste da tarifa e não pegam o dinheiro de seus extraordinários lucros nessa fábrica de dinheiro chamada ônibus paulistano? E sempre a prefeitura paga o pato, e sempre arrumam uma desculpa para o aumento, que dessa vez foi a alta da gasolina. Depois reclamam porque a inflação sobe e os lucros dessas empresas caem, provocando novas greves e novos reajustes. Mas, e a tão propagada “transformação nos transportes urbanos de São Paulo”? A prefeita Marta Suplicy colocou como uma de suas prioridades reorganizar toda a frota de ônibus de São Paulo, com um preço de passagem mais digno e veículos mais condizentes com um bom transporte coletivo. Falaram muito em novas licitações, que gerariam uma revolução no transporte público da megalópole. Mas tudo ficou na base da promessa. O Secretário de Transportes se demitiu, até agora ninguém sabe o porquê. Talvez porque tenha notado que a máfia é muito grande lá dentro, expondo à prefeita que nada do que ela planejara poderia ser feito. Apenas vontade política não resolve o problema e sim uma verdadeira lavagem dos poderes públicos para poder realizar algo em benefício da população que, enquanto isso, sofre com as tarifas astronômicas.
Deputada eleita do Prona escapa de cassação. Graças ao PT
A deputada estadual mais votada do país não vai ser cassada. Após manobra política do PT, que trocou um vereador que iria votar a favor da cassação por outro que votou contra, Havanir Nimitz (Prona-SP) conseguiu manter seu mandato. Havanir foi acusada de vender candidaturas pelo Prona no valor de R$5.000,00. A alegação da deputada eleita era que o valor era referente a compra da cartilha do partido, confeccionada pela editora do deputado federal eleito, também pelo Prona, Enéas Carneiro. O PT conseguiu, de última hora, trocar o vereador e virou o placar da votação na Comissão de Sindicância da Câmara, que ficou 5 votos contra a cassação da deputada e 4 a favor. O difícil é encontrar um motivo plausível para responder a causa da atitude tomada pelo partido petista. Os mesmos que sempre combateram esse tipo de conchavo, reclamavam tanto dessas negociações espúrias entre os partidos do governo, mas quando chegou ao governo, continuou usando dos mesmos artifícios. Agora, qual vai ser a “recompensa” que o Prona irá ceder ao PT? Apoio político de um partido minúsculo que só terá algum candidato lá graças ao voto de protesto sem conhecimento político dos eleitores paulistas? O PT ainda não costumou a ser vidraça, e cada vez mais vai se enrolando em suas próprias administrações, dando mais condições dos partidos conservadores de fazerem críticas e minar eleições futuras do partido ex-esquerda.
Fonte: Sites Terra e Invertia
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