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sábado, dezembro 07, 2002
Correrias e Contra-Tempos
Olá gente! Desculpem-me pelo sumiço. É que eu comecei a trabalhar essa semana e isso causou-me certos transtornos como ficar sem escrever para o blog e não ter mais o tempo que eu tinha para ficar navegando pela net. Mas cá estou eu novamente para falar com vocês. Como eu disse que haveria uma coluna aqui estarei mandando-a agora. Porém, com uma novidade: a mudança no nome. Encurta as Curtas é um nome babaca demais para estes propósitos, tanto que batizo agora para Semanal. Nada muito original, confesso, mas uma coisa mais sóbria e centrada, algo parecido mais com a minha pessoa e com o meu objetivo para este projeto.
Divirtam-se e até a próxima!
Semanal
Segunda Divisão Termina em Confusão
Mais uma vez uma final da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro termina em confusão. Ano passado torcedores do Figueirense invadiram o campo antes do fim do jogo contra o Caxias do Sul para comemorar a vitória do time da Figueira. Esse fato quase levou a eliminação do time da casa da Primeira Divisão, gerando brigas na justiça com os gaúchos de Caxias. Agora o cenário foi a cidade de Criciúma, também em Santa catarina. O time da cidade local sagrou-se campeão após vencer o Fortaleza pelo placar de 4x1. O primeiro jogo foi no Ceará, com vitória do time da casa por 2x0. Mas, como o Criciúma foi o time de melhor campanha na primeira fase, teve o privilégio de jogar a segunda partida em casa e de lutar por dois resultados iguais, fazendo prevalecer esses benefícios ao aplicar uma goleada no time cearense. Porém, ao final do jogo cinco jogadores foram expulsos (sendo três do Fortaleza e dois do Criciúma), após briga generalizada dentro de campo, que deixou o técnico Luiz Carlos Cruz do Fortaleza sangrando na testa. A pancadaria só foi controlada com a entrada da polícia no gramado. Mais uma história triste do nosso futebol que anda deixando a arte de lado para praticar a violência.
Enquanto isso na Floresta Amazônica... o Óbvio!!!
O IBAMA aprendeu a maior quantidade de mogno da história. A madeira foi localizada essa semana no meio da floresta amazônica e tem seu valor estimado em 6 milhões de reais, podendo chegar a 300 milhões. Esta madeira é a mais cara no mundo, por existir em pouquíssimos países no mundo - sendo que, em maior profusão no Brasil - e ter grande número de consumidores pelo mundo, principalmente Inglaterra e Estados Unidos. Esse contrabando já virou lugar comum nas agências de noticias pelo mundo, mas pouco se faz para prevenir esse desmatamento e contrabando da floresta amazônica, que só tem a prejudicar as gerações mundiais futuras. Um problema tão grave como esse é o que se faz com a madeira que é recuperada. Ela não pode ser mais leiloada – o Congresso derrubou a MP que permitia o leilão –, deixando a mesma apodrecer em lugares que proporcionam um custo de R$ 2 milhões, gerando somente prejuízos ao governo brasileiro. Não pode mais haver esse assassinato à nossa floresta, em benefício de empresas estrangeiras, precisaria haver fortes políticas para combater essas ações das madeireiras que invadem locais protegidos para cortar a árvore mais valiosa do planeta.
Tempestade e Enchente em São Paulo
E mais uma vez a chuva parou São Paulo hoje. E olha que desta vez foi em um sábado. Vinte minutos de chuva torrencial no final da tarde deixaram São Paulo totalmente ilhada, com inúmeros pontos de alagamento, causando vários transtornos a quem se aventurou pelas ruas paulistanas. O Viaduto Guadalajara no Belém, bem como a região do Aricanduva sofreram maiores estragos por conta do alagamento. Após o início da noite uma tempestade de vento e água caiu sobre boa parte da capital paulista, provocando mais revolta na população, que não agüenta mais ouvir em toda eleição promessas para o fim das enchentes em São Paulo. O mais curioso é que na região mais afetada (Aricanduva) está sendo construído um enorme “piscinão”, justamente com o objetivo de cessar as inundações na Zona Leste.
FHC e suas contradições
Enquanto o PT tenta esconder o nome dos seus “ministeriáveis” e do futuro presidente do BC, Fernando Henrique resolve prosseguir com sua metralhadora giratória. Agora resolveu criticar o FMI. O presidente disse essa semana que a instituição opera da mesma forma que em 1946, quando de seu início, o que seria uma coisa muito errada. Ora, para quem se serviu e serviu essa instituição financeira durante oito anos de governo, FHC está sendo muito ingrato com quem o ajudou no Brasil e transformou o mundo, como aqui, em uma pasteurização econômica hegemômica. Fernando Henrique tenta sair “por cima”, e por isso toma atitudes que não condizem com seus dois mandatos à Presidência da República. Ainda critica o PT por não ter anunciado sua equipe de governo, pressionando para provocar uma maior tensão nas bolsas de valores nacionais, fazendo uma cortina enganosa ao ressaltar que a transição no país é democrática e pacífica. É um contra-senso inexplicável as últimas atitudes desesperadoras por parte do presidente fracassado do PSDB.
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