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quarta-feira, agosto 31, 2005
Existência
Pedaços de luz vagueiam na escuridão Poeira cósmica flutua pelo vácuo Planetas perdidos, corações partidos Assim sempre foi a involução do universo.
A Terra não pára de girar Eu estou tonto por tanto não saber Vemos estrelas, pontos brilhantes no céu Mas não compreendemos porque nosso mundo é assim.
Florestas devastadas riem de nossa mediocridade Rios poluídos pisam sobre nossa burrice A natureza faz escárnio do homem Ser máximo, acima de tudo, tudo para aprender.
Nuvens no céu, sol inexiste O nublado traz o frio e antevê o temporal As águas caem e lavam a lama de nossa consciência Mas estamos prontos para sujar tudo de novo.
Universo paralelo, vida em paradoxo Tudo o que vivemos é o que vemos É difícil acreditar em tudo o que sentimos Nossa existência encontra-se em frangalhos.
Sinto que não existo Resisto a tudo o que me fazem Espero apenas ter havido Lembranças que apontem algum sentido.
08/August/2005.
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