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terça-feira, agosto 09, 2005
Nunca foi fácil
O cotidiano é muito igual Pessoas conversam sobre o trivial Riem, rezam, pensam, nada fazem Observam as agruras miseráveis pelo vidro do metrô.
Viver nunca foi fácil Trancar-se num quarto parece bem mais simples Fugir é muito mais difícil do que se possa imaginar Ficar parado traz pensamentos que nunca vão embora.
Encarar a rotina sufocante do trabalho Olhar no espelho e ver apenas um Nada a declarar, sem muito que esconder A busca se revela cada vez mais fútil, inútil.
O jeito é correr, trabalhar, se mostrar capaz Enquanto atrás da montanha de pedra o sol desmorona Fingir já não traz mais sossego O céu se apagou enquanto as pessoas fechavam suas vidas.
Respeito! Liberdade! Bondade! Igualdade Gritos silenciosos ecoam no vácuo dos pensamentos Nunca foi fácil viver, sem reflexo Sempre será essa a sina da existência.
08/August/2005.
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