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domingo, setembro 04, 2005
Essa aqui é uma coluna (natimorta) que era para ter sido publicada no Fuckoff Zine na edição de agosto, mas que acabou por não rolar mais o projeto.. enfim... o texto é legal, achei que deveria publicá-lo aqui...
Chega de frio!
Nessa edição eu vou fazer jus ao nome da coluna e vou disparar coisas aqui até eu sentir que o texto esteja de bom tamanho. É, isso mesmo. Não há tema aqui neste mês, a idéia é deixar fluir. Até porque, convenhamos, depois da edição de julho pesadíssima, repleta de conteúdo político, investigativo, analítico, enfim, cansativo, até os escribas desta zine se sentiram exaustos e no dever de dar uma "relaxada" em agosto.
Não que o objetivo jornalístico de sempre tenha sido deixado de lado, mas a abordagem que prometemos no primeiro editorial, com retratos do cotidiano (parafraseando um moribundo blog que tenho), terá vez agora e espero que consigamos mesclá-la na seqüência deste trabalho. Lembrando que a edição de julho foi especial, devido aos acontecimentos neste país-corrupção. Mas agora retomamos o curso natural da vida desta zine maluca.
E um assunto que eu gostaria de escrever sem as amarras do jornalismo é uma tríade que costuma me demolir nessa época: julho-frio-melancolia. Esses três elementos batem tão forte nesse período que meu comportamento já um tanto variado (é o que costumam dizer dos geminianos) se torna absolutamente volúvel. Isto é, se de manhã eu acordo desconcertado por causa de uns sonhos que tive e não entendi patavinas, o fato de chegar no trabalho (para quem não sabe, eu trabalho numa produtora e sou uma espécie de editor-jornalista-faz tudo no Site do Padre Marcelo) e brincar com a molecada (os editores de lá são quase todos da minha idade) já me deixa mais animado. Ao passo que, horas mais tarde, alguma notícia ou contato não satisfatório durante o dia (seja numa conversa com amigos ou mesmo problemas no site) já me basta para tirar meu bom humor e trazer de volta aquela tristeza inglesa à baila de meus pensamentos.
E outro dia eu conversei com o pessoal que me agüenta cotidianamente no serviço e consegui dar uma ilustração bastante interessante sobre meu estado de espírito, principalmente quando estou em plena excitação, que ocorre quando muitas coisas diferentes pipocam na minha mente: eu fico tão vulnerável quanto a minha personalidade, que posso passar de um estado de euforia absoluta, em que tudo parece maravilhoso, para instantes de depressão profunda, que tudo parece dar errado e nada mais tem solução.
Pode até parecer engraçado, mas esse tipo de comportamento ocorre com muita freqüência no inverno, principalmente no famigerado mês de julho, que costuma travar minha vida e derrubar minha auto-estima, complicando um pouco os meses seguintes. Ainda mais quando a cabeça começa a ser ocupada por sentimentos que andavam um tanto enferrujados. Por isso, torço logo para esse caos juliano acabar e eu conseguir viver sem tantas mudanças de temperatura (no corpo e na alma). Eu que nem chego a odiar o mês das férias de meio de ano da garotada, mas realmente, acordar cedo nesse frio, sair de casa com aquele vento gelado, nuvens acinzentadas e tristes, derruba qualquer um.
Recado
Só para não passar em branco quero avisar o mais novo canal em que vosso querido Herrero passa a fazer colaborações jornalístico-opinativas. Trata-se do Papo de Bola - O Site, do gaúcho gente boa Edu César, editor e dono do site. Ele que tem contato com meio mundo da imprensa esportiva e, mesmo assim, resolveu abrir espaço a este escriba aqui, que está muito grato e feliz por poder falar de futebol a quem gosta de ler sobre. É mais um sonho que se concretiza.
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