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segunda-feira, julho 29, 2002
Mais um momento solitário e carente de alguém que vive dias em vão
(Leiam isto depois de lerem a letra abaixo, por favor, ficaria menos pior...)
Oi gente. Desculpe o sumiço, eu saí ontem, fiquei fazendo outras coisas e não estava motivado para escrever para o blog, até porque não tinha nenhuma letra escrita para mandar pra vocês, como todo o domingo deveria ser. Então eu ia deixar sem escrever, mas como minha tristeza, minha carência e solidão necessitava que eu escrevesse algo, eu acabei de compor algo totalmente fictício, inventado mesmo, para o deleite de quem gosta de viagens, só que esta foi sem droga nenhuma.
Acontece que essa letra eu fiquei com vergonha de compor, porque eu sempre consigo falar de coisas ruins, de coisas que não dão ou não deram certo, de ocmo eu estou triste e deprimido, que quando eu começo a escrever uma letra alegre (mesmo sendo mentira) eu me bloqueio, porque acho-a tão infantil e boba, desnecessária, que alguém vai rir e tudo o mais, que eu acabo desistindo. Só que não foi o caso de hoje.
Eu enfrentei minha barreira, fiquei uns bons cinco minutos refletindo se essa mentira ia valer para alguma coisa, até que ue encontrei no desfecho da letra uma forma de dizer alguma verdade e fazer da letra algo que tivesse algum nexo. E o fim não saiu exatamente como eu queria, porque eu ia começar a viajar demais e tirar o sentido inicial da letra, que era falar de coisas boas, então eu dei um triste fim melancólico para a letra, acabando com o belo sonho que é a letra. Tanto que o nome é "Invenção de alguém louco por amo", já que eu não pensei e nem fiz muita força para pensar algo melhor, não é meu feitio isso.
Bom, fiquem com essa péssima composição, nada criativa e muito menos verdadeira, mas absolutamente sincera, pelo menos no intenso desejo de que isso tudo que conto ali fosse verdade e que a felicidade estivesse plena e meu coração jorrando amor por todos os lados. Eu não aguento mais ver casais nas ruas se abraçando e se dando aquilo que eu não tenho: carinho.
Abraços gente, fiquem com Deus e com esse frio maldito, esse inverno que só me deixa carente e solitário, que saudade do ilusório verão, que imaginamos que está tudo bem.
Rodrigo Herrero Lopes.
Invenção de alguém louco por amor
Ela viu o meu sinal que veio da sala de estar
Os olhos brilharam de alegria e emoção
O sorriso se mostrava pleno de satisfação
Sua roupa brilhava com tantos detalhes em rosa
Seu longo cabelo moreno era a tradução de tudo que de belo ali havia.
Da janela víamos as estrelas a nos chamar
E para o jardim fomos, cumprindo sua ordem
Sentamos em frente a mata verde que brilhava
Com as gotas da chuva que caíra de tarde
Nossa noite seria como em um conto de fadas.
Nos olhávamos fixamente, matando a saudade pelo olhar
Pelos sorrisos, com as mãos unidas e apertando
Para ninguém ir embora e o momento não cessar
A felicidade era sentida e vista numa dádiva dos anjos.
Um abraço apertado e sem fim
Como se compensasse a longa espera para a volta
Um difícil início, depois de tanto tempo longe
Os rostos unidos, carícias e afagos
Carinho e ternura jorrando amor pelos pequeninos corações.
A noite não iria ter fim, a Lua ficara para nos contemplar
Como se nós fossemos o ato principal da terna noite
E o beijo surge para coroar esse amor verdadeiro
Esse reencontro sofrido, mas de grande alívio e paixão.
Depois da noite vívida e vivida a plenos corações felizes
Pulsando amor e zelo um pelo outro, em atos singelos de sentimentos puros
E pensamentos doces, na contraposição do nunca, do não acreditar
Sendo sinceros e únicos, apenas uma só alma e um coração
Um único amor, o amor real que trouxe essa noite de sonho que veio para nos salvar.
O amor que veio nos libertar das imundícies, nos livrar do mal,
O amor que nos trouxe a pureza e a sinceridade dos gestos, o prazer do querer bem
O amor trouxe à distância a possibilidade e levou o vazio
A loucura pelo amor que me deixou a ilusão de um dia poder viver um amor como esse.
29/July/2002.
sexta-feira, julho 26, 2002
O Peso do Metal em ...And Justice For All
Depois de perder seu mais louco integrante em um acidente na Suécia (o baixista Cliff Burton), durante a turnê de “Master Of Puppets” em 86, os outros três componentes, James Hetfield, Lars Ulrich e Kirk Hammett da maior banda de metal da época (Metallica) perderam os seus rumos e, consequentemente, os da banda também.
Demorou um tempo e muitas cervejas até eles se recuperarem do golpe sofrido nessa perda trágica, e também um tempo para encontrar um baixista que chegasse perto do lendário Burton. Nisso, apareceu o tal Jason Newsted, que muitos acreditam ser um integrante original da banda, coisa que não é verdade. Jason entrou pra banda depois de um teste bastante peculiar: ele teria que beber e beber e beber até onde não mais poder, caso fosse aprovado pela banda, ele estaria dentro da mesma, e foi o que aconteceu. Depois desse inigualável e lendário “teste”, Jason entrou para a banda e gravou o EP “Garage Day Re-Revisited”, lançado em 1987 e que possui cinco covers de bandas heavy, como o Holocaust, Misfits e Diamond Head. Esse, na verdade foi o teste final para Jason e para a própria banda, de que eles agora poderiam fazer “O Álbum Metal” do Metallica, e então em janeiro de 88 eles entraram no estúdio para começar as gravações dum dos maiores álbuns da história do metal: “...And Justice For All”.
Lançado no mesmo ano, esse álbum traz a palavra heavy em todos os aspectos, desde as variações de guitarra nas músicas, as pedradas de bateria, as apenas nove, mas quilométricas músicas do disco, e a alma escura e perdida das letras do Metallica. Foi um álbum que reafirmou para a própria banda que eles não haviam perdido o peso de fazer metal.
Muitos podem se lembrar apenas da música “One”, que foi a que tocou e ainda nas rádios, por ter clipe que passou exaustivamente na MTV, mas julgar o disco apenas por essa faixa seria uma injustiça muito grande com o “Justice”. “Blackened” é de um discurso que nos chama para vermos a morte da mãe Terra, o escurecimento total causado por quem aqui vive. Entre suas guitarras de solos pesados e perfeitos, nas viradas de bateria e no baixo obscuro e soturno se vê um Metallica buscando o seu caminho. Mas preste a atenção na faixa-título. “...And Justice For All” é de uma viagem absolutamente insana. São mais de nove minutos de barulheira total, só que, com um importante quesito que prende a atenção dos fãs: as variações. A música tem umas trocentas variações, que mudam o estilo, o ritmo, as viradas, os solos e tudo que mais puder na faixa, deixando os fãs da banda em deliciosa hipnose por longos nove minutos. O título da música é irônico, pois na verdade a letra fala da justiça comprada, violentada, destruída pelo dinheiro que manda no mundo, uma letra bem atual para nossos dias.
Vamos a posteriormente comercial “One”, que foi mutilada para ter seu clipe veiculado na MTV norte-americana na época. Mas a letra dessa música é algo que deixa quem lê emocionado, triste, revoltado, num misto de ódio e pavor que apenas a massa de guitarras de One no meio da música, faz quem ouve se libertar da dura realidade que a letra traz, faz a pessoa querer quebrar tudo em casa, mas, ao mesmo tempo, chorar compulsivamente e querer que tudo isso não passe apenas de uma letra de música, mas sabendo que a morte, e no caso, a morte numa guerra, é tão real quanto o que a letra diz.
Seguindo pelas outras faixas deste disco, nota-se, além do magnífico instrumental, já citado, a impressionante temática do disco, um misto de desalento e raiva, são as contradições revelando o mal que ocupa a mente das pessoas, a sujeira de nossa Terra, a desconfiança, as trevas e a liberdade que não existe na visão do disco.
“To Live is to Die” seria a “balada” do disco, grosseiramente falando, porque ela tem um violão de início, bem calmo, nos preparando para nos transportar a uma nova dimensão que essa música nos leva. Mas isso cai por terra, porque o peso do instrumental que recai sobre a música é algo surpreendente. Outro fator interessante é a variação da música, depois desse peso, vem um solo extraordinário, que realmente leva a gente a um lugar distante. Após isso, vem uma parada e o clima “calmo” é retomado, até com algumas cordas, sendo depois cortado pela guitarra pesada e pela pequena letra da música, que só aparece no fim e até seria dispensável se não mostrasse mais um lado tenebroso e triste do ser humano, quando ele diz que um homem mata uma parte do mundo quando mente e que ele não agüenta mais viver tudo isso. A música volta a calmaria do violão, até que uma seqüência de verdadeiras explosões de guitarra e bateria surgem, assustando os mais distraídos.
Essa é a última música e chama-se “Dyers Eve”. Num clima pesado e muito veloz, uma verdadeira paulada, pra fechar bem o disco, com um discurso de revolta contra os pais por colocarem a criança em um mundo no qual ele não pôde suportar, distribuindo ódio por todos os lados e uma dor de quem foi condenado para a eternidade no inferno.
O disco é um verdadeiro clássico, de peso incrível e poucas vezes visto antes no mundo do metal, um dos trabalhos mais sofisticados do Metallica e que teve um retorno tão grande que a excursão desse disco durou dois anos, passando inclusive pelo Brasil, em 89. Realmente vale a pena ter em casa para refletir com um pouco de lucidez das letras do disco, que falam de coisas que ninguém mais presta mais a atenção, e também se desprender das amarras do rock de rádio atual. Esse disco tem de um peso tão intenso, um heavy metal de gente tão grande que nem mesmo o próprio Metallica chegou perto de fazer novamente um dia.
quarta-feira, julho 24, 2002
O Desemprego que o Brasil não quer ver
O Brasil está passando por uma das maiores crises de sua história, apesar de muitos não prestarem atenção para isso, deixando-se levar pela euforia do penta na Copa do Mundo e pela crise no Oriente Médio. E enquanto nós rimos de nossos “hermanos” argentinos e paraguaios que afundam, não olhamos para o nosso próprio nariz e deixamos de ver que o que acontece lá, acontece também aqui. O dólar sobe a todo o momento, o desequilíbrio comercial e da bolsa é latente, assim como o desemprego, que chega as raias do absurdo, por conta da inércia de nossos governantes neoliberalistas.
Segundo dados do Dieese, 2 milhões de pessoas estão desempregadas em São Paulo, e esse número só tende a crescer. Outro dado, levantado pela consultoria Toledo e Associados, é que 50% das pessoas acima de 16 anos não possuem emprego fixo em São Paulo. Desse total, 26% vivem de bicos, mas estão procurando emprego fixo. Outros 14% não tem nem tempo para procurar, apenas fazem os bicos. Os 10% restantes estão no montante de pessoas que vivem de pensões do INSS ou que estão inscritos em algum programa assistencial da Prefeitura.
A que se deve tamanha incompetência e desleixo de nossos governantes? Esse sistema capitalista brutal, que usa a força de trabalho em troca de um salário que não supri todas as necessidades do trabalhador, limita os lucros na mão de poucos, deixando a miséria para quem realmente produz em nosso país. É a chamada má distribuição de renda, um câncer do capitalismo liberal e selvagem do século XXI, que gera a desigualdade social, a miséria absoluta e o aumento do índice de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza, que perderam o direito à questões básicas da democracia que no Brasil não existe.
Mas o que acontece para que esses altos índices de desemprego só aumentem? A falta de incentivo fiscal, de oportunidade para que as pequenas empresas possam crescer, do pequeno agricultor subsistir, fazendo com que o mesmo largue o campo para aumentar a população de desempregados e miseráveis nas grandes capitais, não dando condições mínimas de educação para os jovens brasileiros, deixando uma população de analfabetos com ínfimas chances de ingressar no concorrido mercado de trabalho, que exige dos candidatos tudo, até porque o número de funcionários dentro das empresas diminuiu, transformando os empregados em “pau para toda obra”.
Tudo isso leva ao crescimento absurdo do mercado informal, sem vínculos trabalhistas, sem segurança de renda no futuro, sem aposentadoria, apenas a força de trabalho do cidadão disponível para o capital a até a sua morte. Enquanto isso o capital que esse cidadão produziu cresce e prospera na mão de poucos empresários que não investem no país, não criam mais empregos, apenas aumentando sua riqueza e aumentando também a desigualdade.
E o pior é que a situação não se mostra favorável a alguma mudança. Entre 89 e 98, o número de desempregados com idade entre 15 e 24 passou de 1 milhão para os absurdos 3,3 milhões*. E outro dado que chega para desanimar de vez os jovens desse país é o da Câmara Americana do Comércio, que dá conta que 1,7 milhões de brasileiros chegam a idade para trabalhar todos os anos, inflacionando o mercado de trabalho a números que não há como suportar em um país subdesenvolvido como o nosso.
Portanto, sem oportunidades de emprego, com o número de novos trabalhadores aumentando, mas sem nenhuma garantia ou chance de alguma renda, e os que já procuram emprego não tendo nenhuma oportunidade, e, do outro lado, os empresários capitalistas, sem nenhum interesse em reverter essa situação, o desemprego só tende a aumentar nas grandes cidades, esvaziando os campos e deixando a condição de sobrevivência para a população das duas áreas insustentável.
Fonte: dados do Dieese, da consultoria Toledo e bem como da Câmara Americana do Comércio foram retirados do site da própria Câmara Americana do Comércio: http://www.amcham.com.br/update/update2002-05-29k_dtml .
* Jornal da Tarde do dia 14 de junho e que está disponível no site: http://www.jt.estadao.com.br/editorias/2000/06/14/eco473.html .
segunda-feira, julho 22, 2002
Schumacher quebra mais um recorde e conquista 5º Título Mundial
Na manhã deste domingo o alemão Michael Schumacher quebrou mais um recorde ao vencer o Grande Prêmio da França, conquistando assim o seu pentacampeonato mundial na categoria, igualando-se ao argentino Juan Manuel Fangio que ganhou os títulos nos anos de 1951, 54, 55, 56 e 57. O recorde foi o de ganhar o título mundial mais cedo em toda a história da categoria, ele ganhou após onze corridas, faltando ainda seis para o término do campeonato. Recorde antes de Nigel Mansell que, em 1992, também venceu com onze provas, mas havia uma prova a menos, faltando-lhe portanto cinco grandes prêmios a serem realizados. Michael contou com uma “ajuda” do novato Kimi Raikkonen que liderava a prova à três voltas do fim, quando errou em uma curva, deixando livre o caminho de Schummy para a vitória.
A corrida teve seu início conturbada, com a Ferrari do piloto brasileiro Rubens Barrichello não conseguindo sair do lugar por problemas em seu carro, tanto que quando os carros saíram para a volta de apresentação, o carro do brasileiro estava em cima de um cavalete, para que os mecânicos pudessem consertar o carro há tempo, mas o equipamento foi levado para os boxes, o que acabou não adiantando e Barrichello abandonou a prova antes mesmo de largar.
Após a largada as posições não se alteraram muito, tendo apenas um bom momento de briga na liderança, quando Schumacher tentou ultrapassar a Williams de Montoya, o que acabou não aconteceu, porque o colombiano quase parou o carro na pista, fazendo inclusive com que o Raikkonen colasse nos dois líderes. Montoya manteve-se líder até a primeira parada nos pits stops, a partir da volta 24, quando Schumacher deu suas voltas mágicas e passou o colombiano no box. Porém, ao sair do abastecimento, o alemão “pisou” a linha branca da saída dos boxes, tendo que pagar um “drive trough”, que é uma passagem na área dos boxes, levando o jovem finlandês a liderança da prova. Com isso, e com a perda de rendimento no carro de Montoya, que saiu da briga, se segurando na pista pra levar o carro até o final, Schumacher vislumbrou a possibilidade de ser campeão ali mesmo. E de fato foi o que aconteceu. . Na segunda passagem pelos pits, Coulthard (Mclaren) voltou pressionando Shcumacher, só que o escocês também pisou na linha branca e foi tomar sua punição, saindo da briga e deixando menos complicado para o alemão, que não conseguia passar o jovem piloto Kimi. Porém, faltando três voltas para o final, o improvável aconteceu: Raikkonen errou sozinho em uma curva e acabou sendo ultrapassado pelo alemão que só manteve a ponta até o final e conquistou a vitória e o título com 96 pontos, não podendo ser ultrapassado por ninguém, porque os únicos que poderiam ameaçar o alemão (Barrichello 32p., e Montoya 32p.) não conseguiram terminar a prova na segunda colocação e o atual vice, Ralf Schumacher, que tem 33 pontos, só poderia chegar a 93.
Depois da corrida a Mclaren ainda reclamou que o seu piloto errou na curva pois um fiscal de pista estava agitando uma bandeira amarela, o que teria desconcentrado o finlandês. Só que a direção de prova confirmou a vitória ao alemão que se torna o maior piloto de toda a história da Fórmula Um, ao menos nos números, já que quebrou praticamente todos os recordes que existiam antes de sua época.
Felipe Massa, o outro brasileiro a competir na França, errou muito na corrida e acabou abandonando na volta 48, com problemas no carro. Ele queimou a largada e acabou tendo que pagar um drive trough nos boxes, só que quando saiu, ele acabou colocando o carro também na linha branca de segurança da saída dos boxes, tendo que pagar outra passagem pelo box.
A classificação final da prova ficou assim:
1. Michael Schumacher (ALE) (Ferrari/B)
2. Kimi Raikkonen (FIN) (McLaren/M)
3. David Coulthard (ESC) (McLaren/M)
4. Juan Pablo Montoya (COL) (Williams/M)
5. Ralf Schumacher (ALE) (Williams/M)
6. Jenson Button (ING) (Renault/M)
7. Nick Heidfeld (ALE) (Sauber/B)
8. Mark Webber (AUS) (Minardi/M)
9. Pedro De La Rosa (ESP) (Jaguar/M)
10. Alex Yoong (Minardi/M)
11. Allan Mcnish (ESC) (Toyota/M) (abandonou/motor)
12. Eddie Irvine (IRL) (Jaguar/M) (quebrou)
13. Jarno Trulli (ITA) (Renault/M) (abandonou)
14. Felipe Massa (BRA) (Sauber/B) (abandonou/semi-eixo)
15. Mika Salo (FIN) (Toyota/M) (abandonou)
16. Jacques Villeneuve (CAN) (Bar/B) (abandonou/motor)
17. Olivier Panis (FRA) (Bar/B) (quebrou)
18. Takuma Sato (JPN) (Jordan/B) (bateu)
19. Rubens Barrichello (BRA) (Ferrari/B) (não largou)
M = Michelin
B = Bridgestone
A próxima etapa será no domingo que vem, em Hockenheim, na Alemanha.
O Melhor
Michael Schumacher da Alemanha ganhou o mundial de Fórmula Um mais uma vez. Novidade? Não. Enquanto não há ninguém que possa chegar perto dele, enquanto a Ferrari dá um banho de perfeição nas outras equipes, enquanto o alemão trabalha em equipe, contrariando tudo de ruim que falam dele, dessa forma teremos um piloto imbatível e uma equipe invencível. Mas ainda há um fator importantíssimo que somente os vencedores possuem: sorte. Vamos enumerar os acontecimentos favoráveis ao alemão na França: carro de Rubens Barrichello quebrar antes de sair; perda de rendimento na Williams de Montoya; drive trough para Coulthard que estava apertando Michael após o segundo pit stop; e para fechar, o escorregão de Raikkonen, faltando apenas três voltas para o fim da prova. Reconheçamos, Michael Schumacher é o melhor piloto da atualidade e um dos melhores pilotos (se não o melhor) de todos os tempos.
À Procura de um Ídolo
Não há como assistir a um Grande Prêmio de Fórmula Um na Rede Globo, sem baixar o volume da televisão. O narrador Galvão Bueno irrita pela sua mania de gritar na transmissão e ficar reclamando e induzindo aos telespectadores de que há um complô na Ferrari para prejudicar o Rubens Barrichello, de tirar a chance dele ganhar corridas e poder acabar com a supremacia de Schumacher. Primeiro, que o Barrichello não tem a mínima condição de ser melhor que o Schummy, o brasileiro é um bom piloto, mas está, como todos os outros, a anos-luz de distância do alemão. Não há como comparar. Segundo: ele, como muitos que acompanham a Fórmula Um sabem que para colocar um carro no grid a equipe gasta muito, mas muito dinheiro, ainda mais uma equipe de ponta como a Ferrari. E não há como, não existe a possibilidade da equipe colocar um carro para quebrar e prejudicar o seu piloto, eles não vão jogar dinheiro fora e deixar o piloto deles em desvantagem perante os outros. Como já disse o ex-piloto Nélson Piquet no programa Cartão Verde da TV Cultura, essa possibilidade não existe.
Mas na imprensa brasileira, e principalmente na Rede Globo, pela pessoa do senhor Galvão Bueno, há uma doença em querer achar um substituto para Senna, em querer colocar algum brasileiro como melhor, como vencedor, em querer inventar algum ídolo para eles poderem sugá-lo, sendo que eles se esquecem que não são só os brasileiros que tem de vencer na Fórmula Um, que aparecem pilotos extraordinários de outras nacionalidades para vencerem também, como o argentino Fangio, o inglês Graham Hill, Jim Clark, Mansell, o francês Prost e tantos outros. A necessidade de ocupar o tempo do povo com ídolos-pés-de-barro é tanta que eles ficam cegos perante a imensa superioridade de Schumacher e de sua equipe, inventando que “alguém apertou o botão vermelho para desligar o carro do Barrichello”. Claro que o Galvão diz isso “não querendo acreditar”, como ele mesmo colocou na transmissão de ontem. Mas desta forma ele acaba induzindo as pessoas a crerem que realmente existe “algo estranho na Ferrari contra o Barrichello”. Lamentável.
domingo, julho 21, 2002
There it Goes!!!!
Ressaca. A palavra mais correta para definir esse meu dia de hoje. Eu durmi pouco ainda, acordei e ainda estou meio zonzo, só que agora acompanhado de uma dor de cabeça chata, aquelas de ressaca mesmo, bem fininha, ao menos a boca não está mais tão seca, e o gosto terrível dissipou-se.
Não sei pra que existe a ressaca. Se beber é tão bom, porque tem de haver o dia seguinte? Pra ficar mal o dia todo e não conseguir fazer mais nada? Porque eu sou assim, quando fico desse jeito não saio de casa, o máximo que faço é o que estou fazendo agora: digitar alguma coisa. Porém, muitas vezes nem isso eu faço, assisto deitado no sofá televisão quando tem algum jogo de futebol passando pra curar essa maldita cosia ruim que está aqui. Com agravantes: uma sensação não muito boa cresce dentro de mim, me dizendo que ontem algo aconteceu, algo se quebrou, algo realmente foi pro espaço com aquelas conversas, bagunças e revelações todas que um bêbado normalmente acaba fazendo. Acho que eu perdi uma amizade nisso. Não porque eu pratiquei alguma maldade, e sim porque eu cometi o maior pecado que um amigo pode fazer em relação a uma amiga: gostar dela. Mas não como amigo somente, vocês sabem, aquela cosia a mais que muitos desejam e poucos têm verdadeiramente hoje em dia.
Mas, o que importa é que hoje é domingo, e a cada toque de telefone a sensação aumenta e o medo reabre um leque de opções, das mais assustadoras: será que eu deixei claro esse desejo ou foram as outras pessoas que falaram? E como todo mundo começou a fazer “joguinho” de aproximação, sem saber do que eu sinto? Adivinhação? Talvez. Mas o que me basta saber é se ela acreditou em tudo que “brincavam”, ou se ela encarou como gozação e deixou pra lá? Espero que a segunda opção seja a real, não porque eu estou fugindo, mas a questão não é tão simples. Ela tem já um relacionamento que não chega a ser um namoro, e aí é que entra o mais importante, até porque ela me disse, mais de uma vez, que não tem interesse em se relacionar seriamente com ninguém.
Então, o que me basta é escrever essas linhas, mandar um poema não-novo para vocês, porque eu estou sem condições para escrever legal agora, e o poema que eu escrevi ontem ficou uma porcaria, no sentido literário, ficaria mais legal se eu tocasse guitarra e fizesse um heavy metal da letra, até porque o nome da letra é “Metal da Escuridão”. "Culpa" de eu ter ouvido o Kill 'Em All ontem. Ótimo cd.
No momento em que começa a tocar “East” no meu som, uma canção maravilhosa e de tempos antigos, dos idos de 1989, quando eu estava na primeira série e nem eu, como também o mundo, não sabia que existia Smashing Pumpkins, apenas quem ouvia a rádio WZRD de Chicago conhecia naquele momento, e uns poucos que assistiram algum show deles em um tempo antes...
Bom, eu vou indo, tentar arrumar algo prá fazer, porque domingo de ressaca é um verdadeiro cemitério. O que eu escrevi acima daria uma história legal né? O jeito que escrevi achei interessante, a narrativa foi legal (foi?), eu tenho essa mania de “enfeitar” (o termo não é esse, minha mente fica vazia nesses dias pós-pinga) o texto com passagens épicas ou algo assim, de se imaginar em algum lugar, de estar de tal forma, viajando realmente (deixa eu parar que viajei muito já). Pensei nisso, quem sabe um dia...
Rodrigo Herrero Lopes
Neve
Enquanto a neve cai, eu penso
Enquanto o vento sopra, eu me perco no céu
Ao menos se eu estivesse lá, poderia viver melhor
Ao menos uma vez, eu não estaria tão longe.
Do alto desta montanha tem-se uma bela visão branca
Da neve que passeia pelos montes e pelas pessoas
Que leva alegria a alguns e resignação a outros
Como a minha vida, que não me leva à lugar algum.
Observando os parques de árvores esbranquecidas
Pessoas vivendo juntas e felizes, nesse inverno severo
Porém, o céu cinza apresenta o que vem pela frente
Nada agradável quanto àqueles dias passados e quentes.
Pensamentos serenos ecoam pela minha mente
Apesar da absoluta falta de algo a ser compartilhado
O frio tomou conta de tudo a minha volta
Congelou-se e não tenho mais acesso àquilo que me deixava vivo
Então caminho como se não pudesse mais sentir tais sentimentos.
Desço agora a montanha, em direção à minha velha casa
Para rever todos os momentos que ainda não vivi
E sonhar e sentir a falta de algo que não possuo
Sentindo apenas o frio que trás a neve que cai sobre mim
Sem a perspectiva de possuir um novo fim.
25/MAY/2002.
quarta-feira, julho 17, 2002
Televisão hoje em dia: para quê?
O texto que coloco abaixo foi escrito por mim mesmo no dia 22 de maio desse ano, depois de assistir uma briga pela audiência entre as redes de TV Record e Rede TV, fazendo-me levantar uma série de dúvidas e questionamentos da real importância da televisão brasileira atual na vida das pessoas e do que as televisões são capazes de fazer hoje em dia para conseguir pontos de audiência, perdendo toda a credibilidade perante a quem realmente enxerga este país e a televisão brasileira.
Rodrigo Herrero Lopes.
O que você faz pela televisão brasileira?
Hoje eu assisti a um grotesco, se não trágico, episódio de nossa tão “imbecilizante” televisão brasileira. Ao passar pelos canais de televisão aberta, encontro algo estarrecer e vulgar. De um lado, a TV Record transmitindo cenas da sua “rival” Rede TV, dizendo que o apresentador do programa de televisão “Canal Aberto”, João Kléber, havia enganando seus telespectadores, quando trouxe um caso à público, dizendo que um filho não gostava do pai e que queria a morte do mesmo. A TV Record levou a família toda desse senhor hoje até a emissora, para desmentir o ocorrido, dizendo que esse senhor recebeu dinheiro para dizer todas aquelas coisas, dizendo que tudo aquilo foi combinado, deixando, no outro canal, o apresentador João Kléber revoltado. O apresentador disse que havia recebido uma proposta “milionária” da TV Record há pouco tempo, para que ele fosse trabalhar nesta emissora. Só que o mesmo não aceitou, e, por isso, segundo ele, a Record estava “inventando” tudo aquilo, armando aquele circo para ganhar pontos de audiência em cima do nome dele.
Depois de exposto todo o contexto do ocorrido, eu faço alguns questionamentos: Qual a credibilidade desse senhor, que disse que mentiu em um determinado canal de televisão, para receber um valor em dinheiro, em troca, para falar na Record que tudo aquilo foi “armado”? Outra questão é, qual a credibilidade da TV Record nesse assunto, sendo que nada hoje em dia é confiável na televisão brasileira, até mesmo pelo fato deles mesmo terem já feito isso em programas anteriores, como quando o Ratinho trabalhava lá, e até mesmo o povo que assiste sabe que tudo ali é comprado, mas mesmo assim assiste porque acham que aquilo é um show, para rirem e se distraírem. Outro questionamento fica é na estrutura dessa discussão em torno da veracidade ou não do caso do filho que odiava o pai, que é justamente a guerra da e pela audiência, em torno dos pontos no Ibope, para que os patrocinadores fique mais “contentes” e invistam mais dinheiro nas televisões. Até porque a TV Record que possui muito dinheiro, por ter muitos fiéis da Igreja que é a dona da TV, que contribuem para seu crescimento, não está nada satisfeita com sua pontuação no Ibope, até porque investem muito dinheiro, mas perdem na luta pela audiência, e como a Rede TV é “nova” e está crescendo decisivamente, ganhando seu espaço na TV brasileira, deixando muitas antigas para trás, como a própria Record, isso faz com que haja essa guerra desleal pelo público, fazendo com que se perca a ética, ao criticar a outra televisão, fazendo o mesmo circo que a outra em que ela está criticando, somente para angariar alguns telespectadores que assistem a outra emissora.
A verdade é que todos fazem a mesma coisa, usam de todos os artifícios para conquistarem a audiência, tirando toda a qualidade que uma televisão poderia ter, excluindo toda a possibilidade de jornalismo de verdade, de cultura e entretenimento de qualidade, com profissionalismo e acima de tudo ética e responsabilidade. Até porque, outra coisa que existe, não só na TV brasileira como na mídia em geral, é a hipocrisia. Porque a apresentadora do programa “Note Anote” da TV Record, Claudete Troiano, quis dizer que a televisão brasileira está tão carente de programas de qualidade, de informação, de opção para coisas interessantes, que eles não olham nem ao seu próprio umbigo. O que você faz pela televisão brasileira Claudete? O que a TV Record, bem como todas as outras, fazem para melhorar conceitualmente a televisão brasileira? Sabendo de toda a influência que a TV possui perante seus telespectadores, porque eles não direcionam seus esforços a alguma coisa que traga enriquecimento cultural as pessoas? E qual o papel da sociedade nessa questão, qual é a atitude que os cidadãos devem ter diante de “briguinhas” de comadres por pontos na TV durante a tarde? Será, que a culpa também não é nossa por darmos crédito a esses programas quando assistirmos? Claro que a televisão brasileira tem culpa em nos trazer produtos de péssima qualidade, e aspectos que manipulam muitas pessoas, mas nós também temos nossa parcela de culpa, por aceitarmos passivamente esse estado de coisas. Porém, muitos podem dizer: “Ah, assista a TV Cultura que possui os programas mais adequados”. É o que todos dizem, mas ninguém assiste, tanto que a TV Cultura é um dos menores ibopes das grandes tevês brasileiras.
Por conseguinte, devemos pensar no que podemos fazer para contribuir na melhora de nossa televisão, o que podemos fazer, com quem devemos reclamar, o que devemos assistir, e será que temos que assistir algo, sendo que muitas vezes é muito melhor você ler um livro, passear pela rua, conversar com alguém, que te enriquecerá muito mais hoje em dia, do que assistir a uma TV? Eis os questionamentos que ficam no ar para refletirmos e, partindo disso, tomarmos algumas atitudes perante esse processo de “imbecilização” que se tornou a televisão brasileira.
22/05/02.
Dica de vídeo: “Muito Além do Cidadão Kane”, documentário feito por uma TV Inglesa sobre a dominação da Rede Globo de Televisão sobre o Brasil e “A Idiotização de Um Povo”, documentário realizado na época do governo Collor, feito pela antiga Rede Manchete de Televisão, na qual destaca o crescente processo de idiotização dos cidadãos, mostrando também a triste realidade da sociedade brasileira contemporânea.
segunda-feira, julho 15, 2002
Definida as Quartas de Final da Copa dos Campeões
Neste final de semana foram definidos os classificados e os confrontos das quartas de final da Copa dos Campeões. Os classificados são os seguintes: Paysandu, Fluminense, Flamengo, Goiás, Cruzeiro, Vitória, Palmeiras e Bahia.
A definição do grupo A aconteceu ontem, envolvendo os times do Corinthians, Fluminense, Paysandu e Náutico. No primeiro jogo, o Fluminense se classificou em segundo colocado ao bater o Corinthians por um a zero, com gol de Roni. A partida foi muito fraca tecnicamente, contando com o toque de bola sem objetivo do Timão, enquanto que o quase centenário Fluminense buscava mais o ataque, só que perdeu muitos gols, vencendo apenas pelo placar mínimo. O jogo de fundo reuniu o Paysandu e o Náutico, que fizeram uma partida de muitos gols, com o resultado final de 3 x 2 a favor do Paysandu, com gols de Marcos, Vandick e Jóbson para o Paysandu, enquanto que fizeram para o Náutico, Kuki e Cláudio. Com este resultado, o Paysandu se classificou em primeiro do grupo, pelo maior número de gols marcados na fase. A partida foi muito movimentada e contou com grande público, em sua maioria torcedores do Paysandu, que empurraram o time para a vitória, depois da equipe paraense sair em desvantagem no placar.
O grupo B foi definido no sábado, com o Flamengo vencendo o São Caetano por 1 x 0, com gol marcado pelo meia Hugo, que classificou o rubro-negro em primeiro, com nove pontos ganhos. A partida acabou sendo sonolenta, pelo fato do Flamengo precisar apenas de um empate para classificar, enquanto que o São Caetano, que precisava vencer, estava se poupando para o confronto de terça-feira pela Libertadores contra o América do México. No segundo jogo do dia, o Goiás, sabendo que precisava apenas do empate para se classificar, mesmo assim acabou vencendo o Atlético Paranaense pelo placar de 3 x 2, com gols marcados por Araújo, Rogério Côrrea contra e Fábio, a favor dos goianos, enquanto que Kléber marcou os gols do Atlético.
O grupo C teve seu primeiro jogo realizado no sábado, entre São Paulo e Grêmio. O tricolor paulista, que precisava vencer por três gols de diferença para se classificar sem precisar depender de nenhum resultado venceu o homônimo gaúcho por dois a zero, com gols de Luís Fabiano e Sandro Hiroshi, fazendo com que os paulistas, esperassem o jogo de domingo entre Cruzeiro e Vitória para saber se classificariam ou voltariam para a casa. Deu a segunda opção. O São Paulo torcia para que o jogo do domingo terminasse empatado, por uma vitória da equipe baiana ou por um uma vitória da raposa por dois gols de diferença ou mais. O único resultado que não podia acontecer, que era o um a zero a favor dos mineiros, aconteceu. Em um jogo equilibrado, o Cruzeiro venceu o Vitória por um zero, com gol no finalzinho de Fábio Júnior. O jogo foi disputado, e no início teve o Vitória perdendo chances de gol e o Cruzeiro sendo perigoso de vez enquando, mas mantinha a posse de bola. Porém, a partir do segundo tempo, o Vitória recuou e teve início a uma pressão maior do Cruzeiro, que perdeu algumas chances importantes para marcar. Mas no final, o prêmio a quem buscou mais o jogo: cruzamento da direita na cabeça do especialista Fábio Júnior, que só teve o trabalho de cabecear contra o gol baiano. Após isso, o Vitória segurou o jogo na sua defesa e o Cruzeiro preferiu não se arriscar, até porque o resultado classificava as duas equipes. E foi o que aconteceu, mudando apenas que o Cruzeiro ficou com a primeira colocação com cinco pontos, enquanto que o Vitória terminou com quatro pontos e um gol a mais de saldo que o São Paulo, fato que acabou dando a classificação ao time baiano.
Já pelo grupo D, o Bahia venceu o Vasco por um a zero, com gol de Nonato, classificando a equipe baiana em segundo lugar com seis pontos ganhos. A partida foi prejudicada pelo forte calor de Teresina e pelo péssimo estado do gramado do estádio Albertão, trazendo um jogo sem criatividade, com apenas alguns vislumbres de boas jogada. Já o Palmeiras, que podia perder até por dois a zero para o Atlético Mineiro, que mesmo assim classificaria, não tomou conhecimento do fraco time de minas e venceu por dois gols a um, com gols de Nenê e Arce para os paulistas e Hélcio marcando para o galo mineiro. A partida foi bem movimentada, com chances criadas no primeiro tempo de parte a parte dos times. Mas logo o Palmeiras conseguiu impor seu melhor futebol e soube explorar as falhas da defesa mineira, abrindo dois a zero ainda no primeiro tempo. Já no segundo, com o Palmeiras acomodado pelo placar, o Atlético, precisando de muitos gols, foi para cima do Verdão, mas fez apenas um gol, o que lhe valeu a eliminação do torneio, sem nenhuma vitória. Já o Palmeiras classificou-se em primeiro com sete pontos ganhos.
Os confrontos das quartas de final, que será disputada em partida única, com data e horário definidos serão estes:
Quarta-feira (17/07)
20h30 Cruzeiro X Goiás Machadão (Natal)
21h45 Flamengo X Vitória Castelão (Fortaleza)
Domingo (21/07)
16h Paysandu X Bahia Mangueirão (Belém)
16h Palmeiras X Fluminense Albertão (Teresina)
domingo, julho 14, 2002
"Take me down, to the underground..."
Cá estou novamente... Alguém aí conhece uma banda inglesa chamada Gomez? Se ninguém conhece, deveria buscar conhecer, pois se trata de uma boa banda pop, nada pesado, com instrumentos, em sua maioria, acústicos e viajantes, pela maneira hispânica as vezes de tocar, e trabalhos vocais bem interessantes, um som meio "mamão com açúcar", mas que vale a pena conferir. Algumas músicas como a quilométrica "Tihuana Lady", "In your Gun", "Soul Kitchen", "The Ballad of Nice and Easy", ou ainda a ótima "Miles End", eu tenho aqui em mp3 e se alguém quiser posso passar.
Bom, depois disso, você estaria aí se perguntando: "tudo isso para dizer o quê?" Bom, eu respondo. Que a última letra que eu escrevi foi com enorme inspiração dessa banda, e principalmente da música "Tihuana Lady", que é maravilhosa, uma balada triste e calma, que me fez penetrar em certos aspectos daquela linha melódica, um ritmo na minha composição, dando uma cara bem triste, mas íntegra e serena a minha letra. Bom, é isso mesmo, a letra é triste, melancólica, chorosa até, de quem perdeu um dia seu amor e tenta encontrar na noite paulistana, pelas ruas do nada aberto, algum amor que o receba de braços abertos e o conforte, beirando ao ponto da loucura, por inventar um amor só pra fingir sentir-se amado e abraçado, só pra se sentir útil, desejado e com algum motivo pra estar lutando e vivo. Realmente, essa é uma letra que diz tudo em seu primeiro verso: Caminhando para baixo, descendo a rua.
Fiquem com a letra então. E ao som de Tristessa despeço-me de vocês, como diria o Scandurra em uma das novas músicas do Ira!:"A procura incessante de um novo olhar".
Rodrigo Herrero Lopes.
ps: O título do texto introdutório é uma citação da música "Take me Down" from Iha/Corgan - Smashing Pumpkins
Caminhando
Caminhando para baixo, descendo a rua
Fico a contemplar as estrelas, e os postes de luz
Estou a pensar em alguém, que não estará mais por aqui
Estou a trilhar um caminho que não terá fim.
Caminhando para baixo, descendo a rua
Esqueço-me em meio a escuridão do céu
Imagino como seria se fosse do jeito que desejo
Mas a felicidade que almejo está longe de mim.
Não agüento mais sonhar, e ver-te longe de mim
Quero conhecer-te, aprender a amar-te
Ir ao mais profundo lugar, e buscar o amor
Que há muito caminha em outra direção.
Eu fui embora daqui, e perdi meu amor
As coisas não são mais como já foram.
Caminhando para baixo, descendo a rua
Caindo na calçada, em um buraco sem fim
Me perdendo, me esquecendo, sem algo para animar
Sonhando apenas com alguém que não existe
Querendo algo que ainda não existe,
Ou se existe, eu ainda não aprendi a conviver.
Vejo os prédios iluminados, os carros com faróis acesos
Mas eu estou dentro de um beco, escuro e frio
Em um ato de desespero clamo quem não existe
Como se isso confortasse uma alma sem vida
Mas não é isso que acalmará o presente ferido.
Eu fui embora daqui, e perdi meu amor
As coisas não são mais como já foram.
Continuo a caminhar por essa noite sem propósito algum
Eu e meus sentimentos, meus amorosos pensamentos
De um romântico solitário, de alguém que costuma não ser compreendido.
Essas lágrimas não comovem nem mais a mim.
Eu caminho, sem chegar a lugar nenhum.
Autor: Rodrigo Herrero Lopes 22/JUNE/2002.
sábado, julho 13, 2002
Primeiro "post" sempre vem cheio de porcarias...
Oi gente! essa é a minha estréia em blogs, portanto me desculpem pelo meu mal jeito de escrever, até porque eu não sei o que escrever! hehehe... Bom, o Rodrigo aqui resolveu criar esse "mardito" blog pra expor alguma das suas idéias, do que ele pensa e deseja, até pra treinar um pouco a redação, já que o mesmo pretende ser jornalista e tem que praticar muito, já que ele pretende ser alguém que escreva razoavelmente bem.
Como não tenho quase nada pra falar e não estou afim de falar de mim, porque é muito chato e nunca tem algo que seja bom de transmitir, vou falar da vitória do meu São Paulo hoje sobre o Grêmio, com gols de Luís Fabiano e Sandro Hiroshi. Foi uma boa vitória, um bom futebol jogado, apesar do anti-jogo violento dos gremistas, que se jogassem um pouco de futebol, não estariam tomando sufoco do pobre Olimpia do Paraguai, na Libertadores. O São Paulo, apesar do Júlio Batista, mostrou bom toque de bola e desenvoltura em seu jogo, atacou e perdeu muitos gols. Só teve um problema: quando tomou sufoco do Grêmio, logo após o primeiro gol, teve dificuldades para segurar-se na defesa e quase tomou um gol, o que não é novidade para uma defesa que tem Jean e Wilson. Mas, no final das contas, com gol do Hiroshi (um milagre!), que não é o japonês do "Na Geral", mas sim o pai dele (hehe), o São paulo venceu por 2x0 e deu um passo importante na classificação para jogar contra o Flamengo. É só o Vitória não armar um jogo de compadres com o Cruzeiro, que estamos lá! Aí, te cuida Mengo que o São Paulo não é o Goiás, muito menos o combalido Atlético do Paraná ou o São Caetano que tá pensando na Libertadores. A propósito, que beleza o São Caetano! Só espero que agora eles não "tremam" na altitude da Cidade do México, que sobressaiam lá, que joguem como sempre jogam, para a frente, com o belo toque de bola do time do Picerni, sem esperar os mexicanos atacarem, aí sim o São Caetano tem chance de fazer grande história no torneio, isso se o juiz não atrapalhar também, claro! Ah, apesar da derrota do São Caetano pro Mengo hoje, eles estavam poupando forças para terça e o Flamengo se classificou em primeiro e o Goiás em segundo, já que ganhou do Atlético do Paraná, tudo isso, pelo grupo B, o São Paulo é do grupo C.
Ah, chega de falar de futebol né? hehe Isso cansa as vezes, apesar de ser ótimo, quem quiser discutir algo sobre é só escrever pra mim, tamos aí pra trocar idéias e meter o pau no Corinthians! hehhe brincadeira! Aqui, até eles, sim, os corinthianos, terão espaço neste leso blog! hehehe...mas, o que leva a um cara não ter nada pra fazer em pleno sábado a noite e resolver criar um blog, ainda mais hoje? É, certas perguntas não tem respostas! hehe vai ver que é a falta do que fazer, a necessidade de se expressar e ninguém para ouvir, a necessidade faz o homem, já diria alguém que também não tinha o que fazer para criar este pensamento.
Bom, eu estou aberto a todo mundo que queira enviar algum material pra mim, blz? Eu vou fazer diferente: sei que aqui é um blog, mas vou publicar poesias minhas e de amigos, textos de quem quiser falar o que quiser, na boa, o que vier será muito bem vindo! Eu mesmo vou escrever textos sobre música, comentar alguma notícia atual ou apenas falar abobrinha, me expressar quando estiver chateado com algo! hehhe Sei lá, depende do momento, demonstrando que aqui será quase que tudo espontâneo (no sentido textual, se o texto será formal ou informal), variando do humor do redator né? hehhe Ah, prefiro assim, sinceridade é meu princípio básico como caráter... ah, e sem hipocrisiae demagogia, claro, por favor e o meu sem espuma tá?! hehhee...
Ah, querem que eu fale de mim? Tá, poucas palavras então: pretendo ser jornalista, gosto de escrever e de conversar e também de trocar idéias, portanto, escrevam para mim! hehhee Gosto muito do São Paulo, Smashing Pumpkins (Billy is a God? heheh) moro na Cohab e gosto disso, sou paulistano chato, mas amigo, apesar de muitos não gostarem, sou sincero e procuro a lealdade nas pessoas, apesar de ter dificuldades em confiar nas pessoas, até pela vida me mostrar sempre o quão o ser humano pode ser vil. E pra esse papo não começar a ficar meloso, melancólico com dor de corno eu vou me despedindo remetendo-me ao título deste texto: Primeiro "post" sempre vem cheio de porcarias... e é verdade, pois a gente fica meio perdido, não sabe como a coisa toda funciona e fica a escrever o que vem na cabeça, pra tentar amenizar algo e tentar passar alguma coisa interessante. Mas podem ter certeza que eu vou escrever algumas coisas interessantes, tá? Vou pegar alguma coisa pra comentar, vou ver se apresento o Zwan pra muita gente que não conhece, pode ser que eu fale mais do São Paulo ou de algum livro do Marx que ando lendo, ainda não sei, vou procurar alguma coisa interessante, alguma novidade no meio do rock e trarei pra vocês. Até porque eu não vou restringir o blo a a meu mundo, pelo contrário, quero, com o blo, ampliar meus horizontes. A propósito, sempre que possível trarei alguma notícia nova do rock, ou o que vier na cabeça, claro que isso não é um e-zine, mas, aqui não tem restrição a nada! hehhee Portanto, quem quiser colaborar com algo, a vontade! Ah, e se eu retomar a minha história que comeceia escrever uns tempos atrás, eu publico aqui pra vocês me xingarem e falarem que tá horrível! hehehe...
Abraço gente! fui
A gente se vê em algum texto por aqui...
Rodrigo Herrero Lopes
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