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segunda-feira, setembro 30, 2002

São Paulo e Corinthians empatam em partida movimentada e de muitos gols


São Paulo e Corinthians empataram por 2 a 2 na tarde de ontem no Morumbi pelo campeonato Brasileiro. Esse resultado valeu ao Timão a liderança isolada com 27 pontos, e manteve o São Paulo fora da zona de classificação, em décimo, com 21 pontos ganhos.

O jogo foi bastante movimentado, com muitas chances criadas pelas duas equipes no decorrer da partida. O São Paulo dominou grande parte do primeiro tempo, liderado por Ricardinho que fez grande jogo, e armou algumas das mais belas jogadas do primeiro tempo. Mas enquanto o São Paulo desperdiçava chances incríveis com Kaká e com o Próprio Ricardinho, o Corinthians foi ao ataque e conseguiu um pênalti, cometido por Régis em cima de Fábio Luciano. Na cobrança, o goleiro Rogério Ceni se adiantou e pegou a cobrança efetuada por Gulherme. Mas esse lance que poderia incentivar ainda mais o São Paulo, acabou se invertendo. O Corinthians acabou crescendo muito no jogo, criando oportunidades e retraindo cada vez mais o São Paulo, que ainda teve uma boa chance no final da primeira etapa, perdida por Kaká.

O segundo tempo começou mais cadenciado, com as equipes buscando melhores espaços, porém, com um volume de jogo maior por parte do Corinthians, que passou a dominar as ações do jogo. Tanto isso ocorreu que aos 12 minutos Deivid recebeu uma bola de contra-ataque e avançou pela direita e cruzou para Gil, meio sem ângulo, abrir o placar do Morumbi. O Corinthians continuou seu domínio, mas sem proporcionar grande perigo a meta do goleiro Rogério, passando a administrar mais o resultado. No meio do segundo tempo o técnico do São Paulo, Oswaldo Oliveira resolve tirar o improvisado volante Júlio Santos para colocar Adriano, ganhando mais criatividade no meio campo, e acabou dando certo. Adriano não criou nenhuma jogada de efeito, mas, na cobrança de escanteio ele colocou na cabeça de Reinaldo, que colocou para dentro das redes, empatando a partida. Com isso o São Paulo se animou novamente e passou a preocupar Parreira que colocou Fabrício para reforçar a marcação pela direita. Mas foi pelo meio que o São Paulo virou o jogo. Aos 35, Kaká avançou pela intermediária corintiana e avistou Reinaldo livre no bico da grande área, ele lançou na medida para Reinaldo chutar forte e deixar o tricolor na frente.

Isso deixou os são paulinos mais tranqüilos, que passaram a tocar mais a bola, prendendo e fazendo a torcida gritar olé nas arquibancadas. Só que, com uma alteração equivocada de Oswaldo, o São Paulo deixou escapar a vitória. O técnico tirou Gabriel e colocou o pesado zagueiro Amelli para conter as descidas pela esquerda, e foi por lá que o time de Parque São Jorge alcançou o empate. Aos 44, em jogada da ponta esquerda Kléber avançou e cruzou na área para Leandro que cabeceou para trás, deixando Gil livre para empatar a partida e explodir a torcida corintiana no estádio.

Os instantes finais foram um verdadeiro sufoco para o São Paulo que viu a vitória ir embora nos segundo finais do jogo. E quase perdeu a partida inclusive, pois o Corinthians veio com tudo, mas não havia tempo para mais nada. Final de jogo: São Paulo 2 x 2 Corinthians, uma grande clássico do futebol brasileiro sendo muito bem disputado em uma partida de alto nível técnico e competitivo. E a maratona de clássicos continua, na quarta-feira o Sâo Paulo enfrenta o Palmeiras no Pacaembú, e o Corinthians joga na próxima quinta-feira, também no Pacaembú, contra o Santos.


posted by Unknown / 9/30/2002 11:39:00 AM

quarta-feira, setembro 25, 2002

A Nova “Social Democracia” e o Futuro Sombrio do Neoliberalismo

Com um discurso cada vez mais moderado, consentindo sempre às aspirações dos empresários e se afastando como o diabo que foge da cruz, ao estigma socialista-marxista que o PT da década de 80 possuía, Lula e seus partidários procuram sempre uma forma de se aproximar da elite brasileira, como uma forma de mostrar que o passado de luta em favor aos trabalhadores e contra o status quo acabou.

Não porque o Partido dos Trabalhadores não queira mais saber de seu segundo nome. E sim porque os petistas desejam, de todas as formas, ascender seu candidato ao “maior” cargo do país. E a maneira encontrada foi a de suavizar Lula e seu programa de governo, de um modo tão intenso, que, ao meu ver, tirou toda a identidade do PT.

Claro que isso aconteceu envolto em todo um processo histórico de mudança do Partido dos Trabalhadores, uma mudança ocorrida dentro do próprio partido. E que começou expurgando os radicais de esquerda, que acabaram fundando posteriormente o PCO (Partido da Causa Operária) e PSTU (Partido Social dos Trabalhadores Unificados), e todos aqueles que não simpatizavam com a nova proposta “social-democrata” do PT. Após essa etapa de alteração do quadro de correligionários do partido da estrela, começou um processo de revisão das suas posições, após a derrota nas eleições presidenciais de 1998, com uma vitória significativa nas eleições municipais de 2000 (exemplo disso foi a vitória de Marta Suplicy em São Paulo e crescente números de prefeitos do PT no país). Esse processo começou por rever todo o conteúdo programático do partido, com uma forte reformulação e modificação das propostas base, principalmente do programa de governo para a Presidência da República, como desejava Lula que não agüentava mais perder eleições e apostaria em qualquer coisa para passar quatro anos no Planalto. Essa mudança foi tão significativa, a ponto do seguinte acontecimento, declarado pelo economista José Graziano da Silva, um dos mais antigos assessores de Lula: “O nosso projeto de combate à fome é totalmente keynesiano”. Isso é muito complicado, ainda mais vindo do único partido forte de esquerda do país, uma esquerda que não gosta mais de ser chamada assim, prefere ser designada como esquerda light.

Essas profundas modificações nas raízes do partido, tiraram toda a base socialista de seu conteúdo programático, substituindo pela palavra da moda chamada mercado. Com isso, passaram a defender o fortalecimento do capitalismo, como melhor forma de governar para o crescimento do país: vitaminando e humanizando o próprio capitalismo nacional. Só que, mesmo com todas essas mudanças, a elite econômica brasileira e mundial ainda via em Lula um perigo em potencial, via. Hoje em dia, com a aliança do PT com o empresário José de Alencar do PL (Partido Liberal) e após várias reuniões de aproximação com empresários, militares e economistas neoliberais, Lula já possui uma maior confiança dessas facções do país, começando a ser bem visto em grandes parcelas dessa sociedade, inclusive pela mídia internacional.

Quem torce para que Lula vença as eleições para que mude a direção imposta pelo atual governo pode desistir, pois Fernando Henrique, em oito anos, conseguiu instituir no país o sistema neoliberal de governo, vivendo apenas à expectativa das bolsas de valores, “vendendo” credibilidade para os investidores externos através de sorrisinhos e viagens, e mendigando ao FMI (Fundo Monetário Internacional) para poder dever mais ainda ao próprio fundo do exterior. O poço chegou tão ao fundo, que fez com que o PT virasse social-democrata para que pudesse ascender à presidência, mas sem poder nenhum de mudança do regime atual e conseqüente melhoria no Brasil. E nem Lula, como já dito, nem qualquer outro que assumir, não terá muito o que fazer, a não ser rezar a cartilha imposta no Consenso de Washington e concluir a obra iniciada pelo governo FHC que é a de falência do Estado, para que as empresas privadas tomem conta de todos os serviços. E assim a profecia de Fridman e Hayek se cumpra aqui também na América Latina. Mesmo que o discurso de Lula seja social democrata, o que não quer dizer quase nada hoje em dia, a prática deverá ser totalmente diferente. Corremos o risco ainda de ouvir de Lula, as mesmas palavras de nosso atual Presidente: esqueçam meus livros e tudo o que eu disse antes de me eleger Presidente.
posted by Unknown / 9/25/2002 10:00:00 AM

sábado, setembro 21, 2002

De Marx a Homero

Olá pessoal, nessa tarde fria e chuvosa eu mando-lhes uma letra de reflexão, ou apenas de contemplação, dá para ser lida das duas formas, façam como queiram, o desejo de vocês move-os a algum lugar. Essa letra seria, como Gessinger poderia falar, um Ritual de Passagem, um grito ou posicionamento de transformação, de vontade contrária ao que se vive e ao futuro, a uma busca utópica da esperança de vida melhor no amanhã, de melhores perspectivas ao menos, de horizontes mais azuis, ao invés de horizontes totalmente verdes e individuais. Uma expectativa no amor, como se isso fosse salvar o mundo, ou na grande utopia marxista de igualdade e revolução, ou simplesmente na esperança de sair essa noite, ou na expectativa por nenhuma expectativa, eis a grande dúvida colocada: todos têm consciência em si do que são e do que aqui fazem e para quê fazem? Para poder ter uma consciência para si do que podem fazer para vocês mesmos, em busca de vossos interesses e desejos, em busca de alguma mudança? Talvez isso aconteça um dia, e sairíamos de um mundo onde a palavra igualdade e amor tenham seu valor respeitado.

ps: Nossa, viajei, mas é assim mesmo! A vida é uma grande viagem pelo Mar Negro em busca de sua Itaca (assim que se escreve?), brigando contra Poseidon e por um único objetivo que mova a gente nessa enorme Odisséia Homerística.

A Passagem


Mais uma tarde em que os pingos insistem em cair
As árvores realçam seus variados tons verde
Os pássaros se divertem com a água vinda do céu
E dessa janela eu vejo o mundo passar.

Eu te vi aquele dia do outro lado
Observando a tudo, lamentado o futuro
Negando as possibilidades, dizendo um não no escuro
Sumindo com todas as maneiras de amar.

O céu cinza, as gotas diminuem e a tarde também passa
As pessoas respiram e o trabalho incessante
Eu caio, eu leio, eu escrevo, eu observo, eu analiso
E tudo que eu vejo não me faz feliz
Nem tampouco alegre como aqueles belos pássaros.

Faz um tempo que os prédios ficaram velhos
Acabou-se o tempo de viver a esmo, apenas o mesmo
Agora é o momento de prosseguir a passagem
De destruir sonhos e esperanças, de parar o vôo
Os galhos das árvores ficaram pesados para agüentar a minha vida.

Por toda a tarde essa chuva se esvai pelas velhas ruas
Também limpam os velhos prédios que te acenam um adeus
Os pássaros cantam a última canção, em tom de despedida
Naquele dia, eu vi você passar para o outro lado.

20/September/2002.
posted by Unknown / 9/21/2002 02:32:00 PM

quarta-feira, setembro 18, 2002

O Urânio Brasileiro, o Petróleo Iraquiano e o motivo Norte-Americano


Enquanto Bush coça as mãos para poder atacar o Iraque de Saddam Hussein e obter o controle total sobre o petróleo do Oriente Médio, a imprensa brasileira fica se alarmando com um assunto totalmente vazio, só para preencher espaço em seu tempo: a venda de urânio brasileiro para o Iraque e a suposta bomba atômica eu já estaria pronta, segundo Khidir Hamza, cientista iraquiano, desertor do chefe daquele país.

Se o Brasil vendeu clandestinamente urânio em processo inicial de enriquecimento, portanto, sem condições ainda para a fabricação da bomba atômica, mas que conseguiu de um alemão o processo de manufatura para tal finalidade, isso não compete a imprensa brasileira julgar nesse momento, especulando que o urânio do Brasil esteja sendo usado para a fabricação de uma bomba atômica, como se tivéssemos orgulho disso.

O urânio foi vendido em plena ditadura militar, apesar de sua fase de “afrouxamento”, e o que deve ser investigado é como esse processo se deu efetivamente. Como foi vendido ao Iraque, como foi transportado nas barbas de três governos (municipal, estadual e federal), sem que ninguém tivesse se dado conta desse ato ilícito, ou na verdade as pessoas sabiam e se beneficiaram dessa situação?

Mas esse papel compete à Justiça, que deve apurar, buscar saber o que realmente está por trás dessa “misteriosa” venda. Uma hipocrisia instalada entre os países “periféricos” é a premissa de que o leviano para os norte-americanos está errado para esses países também, como no caso de se vender urânio para o Iraque. Como todos podem esquecer a guerra do Irã contra o Iraque, onde o governo norte-americano financiou Saddam para vencer o Irã, para que o país não tivesse suas bases petrolíferas destruídas. O que acabou derrubando, por conseqüência, o governo iraniano que não interessava a política de intervencionismo nos países menores pelos Estados Unidos. Fato ocorrido agora com o Iraque, e Bush deseja fazer o mesmo que governos anteriores fizeram com o Irã.

O problema é que a imprensa brasileira fica questionando uma coisa acontecida há vinte anos atrás e que ninguém tem certeza se o urânio está sendo mesmo usado, fazendo um mal jornalismo(exemplo disso está no Jornal da Tarde de hoje, 18/09/2002, mas é facilmente encontrado em outros veículos de comunicação), colocando apenas um dos lados para falar sobre o assunto. O pior é a colocação de uma fonte de informação: um iraquiano desertor de Saddam, morador dos EUA, e com isso, certamente ele dirá algo contra Saddam, sem provas, até porque o mesmo cientista saiu do Iraque faz oito anos, não tem como ele saber se estão fabricando bombas atômicas ou não. É apenas alguém que pretende assustar as pessoas, colocando essas informações no ar apenas para conturbar mais a relação EUA- Iraque, fazendo surgir o conflito bélico brevemente, como é o desejo de George Bush.

E enquanto a imprensa enfatiza tal questionamento, verificando a lisura de pessoas que todos sabem que não possuem tal qualidade, por justamente terem participado do período de ditadura (só a título de exemplo, o governador de São Paulo era o senhor Paulo Maluf) no Brasil, uma guerra iminente está para acontecer. E o mais estranho é que ninguém, muito menos o governo submisso de FHC, questiona a posição norte-americana, de atacar o Iraque a todo modo, fazendo alianças com vários países do Oriente Médio para se beneficiar e não ter nenhum país contra ele nesta guerra fútil e sem propósito, onde a desculpa é guerrear para termos paz, sendo que a verdade está no desejo de controle total do petróleo que se concentra no Iraque.
posted by Unknown / 9/18/2002 10:12:00 AM

quinta-feira, setembro 12, 2002

Lula: o Alvo

Com as novas pesquisas para Presidente da República anunciadas essa semana, indicando um aumento da candidatura Lula, consolidando o crescimento de Serra e a queda de Ciro, quase colocando o mesmo fora da disputa, uma coisa todos que estão abaixo do candidato do PT deixaram transparecer: o alvo agora é Lula.

Essa afirmação se baseia no simples fato de que Luís Inácio Lula da Silva tem grandes condições, agora, de vencer a corrida presidencial já no primeiro turno, pois a diferença que ele precisa para vencer agora não é muito distante do que ele já tem. Isso ocorre porque são considerados apenas os votos válidos, e como o número de indecisos, brancos ou nulos está na média das duas últimas eleições (1994, 1998), as chances são reais disso ocorrer.

Até por isso, Serra muda sua estratégia e não vai “bater” em Lula, mas sim outras pessoas do PSDB que farão o “serviço sujo” para ele, enquanto isso, o candidato do governo chamará o petista ao debate das propostas de ambos ao cargo de Presidente. José Serra se colocará em um nível de discussão diferente do que foi proposto a Ciro Gomes, quando a tática era de agredir Ciro e dar ênfase apenas ao lado agressivo e destemperado do candidato do PPS, questionando também a condição de melhoria no Ceará, quando o mesmo foi governador, com o seguinte slogan: “Ciro, mudança ou problema?”. Isso foi tão eficaz que praticamente derrubou Ciro para fora da disputa presidencial (e com isso o PFL já acena a possibilidade de desistir da candidatura Ciro, se colocando ao lado dos tucanos), dando esperanças para que Anthony Garotinho, consiga melhorar seu quadro, que está em pequeno crescimento a cada pesquisa divulgada na televisão.

O medo do candidato do PSB é de uma desistência de Ciro Gomes na reta final, justamente por causa desse esvaziamento provocado pela saraivada de Serra. E, caso o candidato do PPS desista, a parcela de votos que ainda resta com ele, estaria apoiada na candidatura do PT, pois nos bastidores o pepessista já coloca tal possibilidade, seguindo seu pensamento de oposição, e também pela agressividade que foi imposta nos ataques a Ciro.
Por isso, esse último mês de horário eleitoral é muito importante para se saber como as pesquisas vão reagir aos ataques do PSDB à Lula. Importante também será ver qual será a estratégia do PT em relação aos questionamentos colocados para si, e ainda, como será a resposta petista, que, segundo informações preservará Lula, colocando a Prefeita de São Paulo, Marta Suplicy e o Presidente do PT e candidato a Deputado Federal Zé Dirceu, para responder e também atacar o candidato governista.

O anseio dessa nova tática do PSDB, é polarizar a disputa entre Serra e Lula, enquanto Garotinho sonha com o segundo turno e Ciro despenca e mostra sinais de estar totalmente perdido. O PT corre dessa polarização, mas, se isso efetivamente se concretizar, Lula terá que ter jogo de cintura para segurar os ataques tucanos e manter sua porcentagem nas pesquisas e o desejo de já vencer no primeiro turno, para não ter de enfrentar a base do governo no segundo, aí já com possibilidades de Serra reverter toda a situação.


Recadinhos

Oi Pessoal, não deixem de conferir uma rtigo meu sobre a ALCA, está no bem estruturado site: http://www.apupowebmagazine.hpg.ig.com.br

E não deixem de conferir também a nova edição do Rabisco, está cheia de coisas novas e e diferentes lá, inclusive uma resenha minha sobre o show dos Engenheiros no Sesc Interlagos há duas semanas atrás. : ) endereço: www.rabisco.com.br
posted by Unknown / 9/12/2002 10:59:00 AM

domingo, setembro 08, 2002

Engraçado como essas letras que escrevemos podem, em questão de horas ficarem datadas, perderem a sua validade e tornarem meio perdidas no espaço, impunes a todo o maremoto de nossa pálida vida, em certos momentos.... Um telefonema resolve tudo isso e acaba por piorar a situação, fazendo a gente escrever uma outra coisa sem um sentido aparente, mas carregada ao extremo de sentimentos e verdades, muito mais do que essa pálida canção de um passado de pouco mais de 24 horas, mas que torna-se igual a um passado de 5 séculos...Agora é correr para a inóspita vida, atrás de algo sustentável, alguma coisa que reste para dar sentido nos próximos meses de vida... Ah, que saudades dos anos que realmente foram incríveis,mais inc´riveis do que uma vida sem algo verdadeiramente incrível, sem você...



Relógios Quebrados

Aonde está o meu amor
Mais uma noite tão só
Perdido em meia a escuridão
Percorro o nada sem encontrar ninguém.

Essa dor que nunca vai embora
Eu preciso de atenção e de carinho
Não consigo mais viver sozinho
Eu não possuo a tua compreensão...

Uma explosão de sentimentos me sufoca
Me seguro para não desmoronar
Um momento que eu quero esquecer
Ansiedade e tristeza que eu não posso ter.

As horas passam e nada se altera
A noite se vai, o dia morre
E meu coração não obtém resposta
Esperando sem saber mais o que fazer.

A fuga é um ato de destruição
Sofrimento e lamúrias de quem deu a paixão
E nada em troca recebeu
Se limitou a um segundo eterno e sem sentido.

Escorregando entre acertos e erros
Na esperança dessa situação mudar
O relógio já quebrou, de tanto tempo passar
Fazer ou não-fazer é um sinônimo de querer?


06-07/September/2002
posted by Unknown / 9/08/2002 11:54:00 AM

quinta-feira, setembro 05, 2002

“O Invasor” mostra a realidade de uma sociedade flagelada

A Universidade Cruzeiro do Sul organizou na noite de trinta de agosto uma palestra fechando os eventos sobre violência simbólica, com o senhor Beto Brant, diretor do filme “O Invasor” e Rogerinho “Black”, morador da favela Brasilândia e figurante desse mesmo filme. Beto Brant já dirigiu outros dois longas-metragens: “Os Matadores” e “Ação Entre Amigos”. “O Invasor” já foi premiado como o melhor filme latino-americano pelo “Festival de Sundance”, em Nova Iorque e participará como concorrente no festival de Berlim.

O filme é uma crítica a classe média, mostrando a falta de valores em nossa sociedade, a corrupção e a violência que as pessoas exercem para conseguirem seus objetivos. Por isso mesmo Beto Brant foi chamado a dar maiores esclarecimentos sobre os conceitos principais do filme e a mensagem que ele gostaria de passar com aquele trabalho.

Brant começou chamando a atenção para os estudantes que acompanhavam a palestra para nenhum deles ficarem parados esperando as coisas acontecerem, pra buscarem fazer as coisas além da universidade, não ficar somente nas apostilas, buscar formas de evolução na sua profissão, nos seus conhecimentos e aprendizado, se envolvendo realmente com o fato e com tudo que acontece em torno do os alunos fazem.

Depois disso, o Rogerinho foi ao encontro dos que lhe assistiam para um depoimento de como foram as gravações na favela onde ele mora e como foi a resposta do povo morador da Brasilândia, na zona Sul de São Paulo. Rogerinho falou solto, como se estivesse em qualquer parte de seu bairro, explicando toda a mobilização que houve na favela por causa das filmagens, ressaltando que Brant chegou ali sem seguranças ou policiais, apenas com o aparato e toda a equipe de produção para fazer as imagens do local, conforme estava no roteiro, sem que os traficantes da região falassem qualquer coisa, até porque, como disse Rogerinho: “Ninguém achou ruim filmar a favela lá porque era uma cosia boa prá gente, ia aparecer todo mundo e não só ia ficar mostrando as coisas ruins da nossa área não”.

Além disso, Rogerinho destacou que houveram muitos progressos na auto-estima das pessoas depois da passagem do “Invasor” na Brasilândia. Os moradores começaram a ver o lado bom daquela situação e despertaram neles desejos pela arte em geral, como pintura, desenho, atuar, entre outras coisas. A satisfação foi tão grande que todos da favela se auto intitulavam de “invasor” e um largo no centro da favela que era conhecido como “o largo da bocada”, por ocorrer muitos assassinatos, virou o “largo do Invasor”, justamente por ter sido filmado em uma das cenas do longa-metragem.

Depois de Rogerinho ser muito aplaudido pela sua postura e desenvoltura ao contar os acontecimentos na favela da Brasilândia, Beto Brant voltou para responder algumas perguntas e a colocar outros aspectos mais específicos do filme. O diretor disse, entre outras coisas, que o filme não mostra muita violência, pois o objetivo não era esse, e sim “mostrar as razões do agressor e do agredido”. Foi uma forma de tentar compreender porque essas situações colocadas no Invasor acontecem. Bem como esses filmes tratam sobre a realidade brasileira, não sendo escapista, portanto, até porque não tem como fugir da realidade na sociedade atual quando se fala sobre violência.

Outro aspecto importante destacado por Brant foi que eles filmaram a periferia não somente como forma de mostrar apenas o gueto, a favela, ficar só nesse contexto, e sim usar isso para criticar a elite que cresce, achando-se auto-suficiente, esquecendo-se dos problemas da favela, enquanto essa mesma elite se auto-flagela, se corrompendo e perdendo todos os valores antigamente vívidos nas pessoas.

Concluindo, o filme realmente trata tudo isso colocado na palestra e esse evento foi muito importante para mostrar a visão do que o diretor queria propor quando começou a trabalhar essa história. É um trabalho instigante e chamará a atenção de muitas pessoas para os acontecimentos atuais em nossa sociedade, mostrando a total falta de valores e respeito que o ser humano possui em relação aos outros.


ps: Caso alguém queira acompanhar meu trabalho fora do blog, eu passei a escrever para um site de uma amiga minha. Apesar do site tratar sobre cultura pop, o meu texto é sobre política, pois a responsável que é a Flávia Manzoni está pretendendo abrir os horizontes do zine. O endereço para quem quiser conferir é: http://www.apupowebmagazine.hpg.ig.com.br/index.htm . O link do meu texto é Herrero. Em breve eu estarei trazendo outra novidade de outro site que estarei escrevendo, aguardem!

Rodrigo Herrero Lopes.
posted by Unknown / 9/05/2002 12:12:00 PM

segunda-feira, setembro 02, 2002

Rock alternativo em um lugar mais do que alternativo

Hi, beautiful people. Essa semana não tem poesia, fiquei sem tempo de escrever pois eu não parei em casa nesse final de semana. Teve um Encontro da lista do Smashing Pumpkins, na qual eu participo, vieram pessoas de fora do Estado também, mais o pessoal que mora aqui em Sampa e saímos os dois dias, tanto que eu estou o bagaço, dormi poucas horas nesses dias e sem ânimo para escrever algo mais consistente, nem texto, nem poesia, mas vou relatar a noite de sábado que foi relativamente interessante, pra não dizer surreal.

Fomos a um lugar chamado Juke Joint, situado na rua Frei Caneca, os mais doidos aqui de São Paulo devem conhecer o pico (argh, odeio esses termos). O local é minúsuclo, apertado, cheio de gente esteriotipada, com seus uniformes e suas tribos, mas extremamente sossegadas, isso foi o que mais me chamou a atenção. O bar é pequeno, mas aconchegante, tem até uma parte ao ar livre, muito legal para ficar. E lá iam tocar duas bandas, o Autoramas, conhecida da maioria das pessoas e uma outra que pelo menos eu nunca ouvi falar, chamada The Droog Organization Porject.

O som dos caras é tosco demais, mas teve a minha simpatia, justamente por ser algo muito alternativo, sem grande responsabilidade, mas com uma fome de rock and roll que não se vê em bandas hoje em dia. Os Droogs até que segura bem suas músicas, apesar de problemas de composição, como encerrar a música do nada, meio estranho a princípio, como o próprio vocalista Igor falou: “ pessoal, o som é esquisito, mas é assim mesmo”. Muitas músicas instrumentais, mas de boa qualidade, com uma influência sescentista enorme, mas também com altas pitadas de anos 70, variando de música para a música.

Na metade do show eles anunciaram que tocariam seis músicas do EP que eles estavam lançando naquela noite chamado 16 Milhões de Cores. Foi uma sequência instrumental muito interessante, com poucas variações no som, mas de bom estilo roqueiro. O baterista Rocko estava com 39 graus de febre, e acabou tocando na raça, com direito a quebra a caixa de sua bateria no final do show. O baixista Snorks pareceu um sujeito mais calmo, igualmente a guitarrista-base Freefall, uma simpatia com sua cartola e seu cabelo colorido. Já o guitarra e vocal Igor estava um pouco agitado demais no pequeno palco da Juke, mesmo lebvando bem sua guitarra.

Enfim, eu acabei até comprando o EP deles, que estava sendo vendido em um lugar improvisado da casa. Achei interessante conhecer o trabalho deles no estúdio, com mais cuidados na produção e mais técnica inclusive. E o resultado foi muito bom, aumentando a minha boa impressão que tive quando saí da Juke Joint, quando já eram 5:00hs da manhã. Caso alguém queira conhecer melhor o trabalho, a história da banda, basta visitar o site deles próprios: www.droog.com.br . Lá vocês encontrarão inclusive a biografia de cada integrante da banda e MP3 de outros trabalhos deles e também desse novo, para ver se realmente o que eu estou falando tem sentido no gosto musical de vocês. Vale a pena ao menos conferir o site e buscar saber mais do trabalho alternativo das bandas brasileiras, pois essa coisa alternative não existe somente nos EUA e Inglaterra, aqui também se faz rock de qualidade, a única diferencia é que essas bandas não saem do anonimato, ficando no cenário underground por um longo tempo.
posted by Unknown / 9/02/2002 12:06:00 PM

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